HOME
  PERFIL EDITORIAL
  EXPEDIENTE
  DESTAQUES
  ANUNCIE
  EDIÇÕES ANTERIORES
  CONTATO

Destaques 

Entrevista: Gilmar Knaessel

Secretário de Turismo de Santa Catarina fala sobre a evolução do turismo no Estado e comenta a não escolha de Florianópolis como sede da Copa de 2014.

Por Dante Baptista

Santa Catarina é um dos destinos mais procurados do país. Além das belas praias, o Estado ainda possui atrações no interior, como o Beto Carrero World e a Oktoberfest. Mesmo assim, foi preterido pela Fifa como sede da Copa do Mundo de 2014.

Em entrevista exclusiva, o secretário de Turismo de Santa Catarina, Gilmar Knaessel, aponta as estratégias adotadas pelo Estado para captação de turistas e garante: “Santa Catarina não deixará de receber os turistas que virão ao Brasil para acompanhar os jogos”. Confira:

Revistur: O Estado de Santa Catarina foi vítima, no final do ano passado, de fortes enchentes. Como o turismo ajudou a reerguer a economia do Estado?

Gilmar Knaessel: A demanda de turistas estrangeiros, especialmente os argentinos e chilenos, foi decisiva para que o Estado não tivesse sua temporada 2008/2009 comprometida. Além do efeito causado pelas notícias das enchentes, no mês de novembro, tivemos de driblar também a crise mundial que, de alguma forma, inibiu o consumo em geral. Investimos, desde o primeiro momento da crise gerada pela tragédia natural, em ações de reforço da promoção e divulgação de Santa Catarina, tentando localizar o problema, que era na região turística do Vale Europeu e não no litoral, destino mais procurado pelos turistas a partir de dezembro. E, desta forma, mantivemos o mesmo número de turistas registrado na temporada 2007/2008, que foi mais de quatro milhões de visitantes, entre brasileiros e estrangeiros.

RT: Quais são as estratégias adotadas pelo Estado para fomentar o turismo interno e externo?


GK: Em setembro deste ano lançaremos o programa “Viver Santa Catarina”, que tem como objetivo promover o turismo interno, fazer com que os catarinenses viajem na baixa temporada para os destinos que exploramos na promoção nacional e internacional. Desta forma procuramos implementar o turismo o ano inteiro em Santa Catarina, a partir do estímulo ao catarinense para que conheça os mais diversos encantos de sua terra, espalhados pelas nove regiões turísticas do Estado. No mercado nacional e internacional temos um intenso trabalho focado na participação nos principais eventos de turismo e promoção. Fomos o Estado Patrono da ABAV – Associação Brasileira de Agências de Viagens em 2008, fomos eleitos pelo segundo ano consecutivo o “Melhor Destino Turístico do Brasil” também em 2008 e temos consultores para promoção turística em mercados estratégicos no exterior, como Argentina, Chile, Portugal, Alemanha, Itália, Inglaterra e Estados Unidos. O fato de termos sediado o Congresso Mundial de Turismo do WTTC – World Travel & Tourism Council - em maio deste ano é um resultado da promoção internacional de Santa Catarina como destino turístico. Afinal, fomos escolhidos pela entidade global do turismo, com o apoio do Ministério do Turismo, para receber o evento.

RT: Entre os turistas estrangeiros, os argentinos são maioria. Existem convênios, parcerias com entidades do país para roteiros que atendam aos argentinos?

GK: A Santur, nosso órgão de promoção e divulgação do turismo no mercado externo e no Brasil, trabalha este que é o maior mercado emissor de turistas para Santa Catarina participando de feiras e eventos promocionais. Temos uma consultoria para a promoção e divulgação do Estado na Argentina. Nosso receptivo turístico no aeroporto internacional, nas rodoviárias e pontos de atracação de transatlânticos é treinado para fornecer informações em português, espanhol e inglês. O idioma mais exercitado é o espanhol, com certeza. A maior procura por material promocional em espanhol também é fato.

RT: Qual foi o impacto de a cidade de Florianópolis ter sido preterida pela Fifa como sede da Copa de 2014?

GK: Ficamos decepcionados com o resultado porque esperávamos uma decisão técnica da FIFA. Durante estes dois anos que trabalhamos no preenchimento do caderno de encargos, na defesa da candidatura em apresentações à FIFA e mesmo nas inspeções que recebemos aqui acreditamos que os pareceres técnicos bem avaliados teriam o devido peso na decisão final. Mas, acho que o fato de ficarmos fora da Copa do Mundo mostrou que esta era uma escolha de grande peso político. De qualquer forma, cumprimos a nossa missão, Santa Catarina não deixará de receber os turistas que virão ao Brasil para acompanhar os jogos. Também esperamos poder hospedar algumas seleções e, quem sabe, até o sorteio dos grupos dos jogos.

RT: Mesmo sem realizar jogos da Copa do Mundo, Santa Catarina pretende realizar ações específicas de turismo visando os jogos?

GK: Certamente vamos ter nosso receptivo para os turistas que visitarem o Estado durante a Copa do Mundo no Brasil. Temos uma política integrada para o turismo, cultura e esporte e um evento deste porte mobilizará todas as nossas regiões turísticas, com eventos culturais e de entretenimento para atrair os visitantes.

RT: Além das praias, Santa Catarina é conhecida também pelo Beto Carrero World e a Oktoberfest. O que eventos e empreendimentos como estes trazem de positivo para o Estado?


GK: O parque Beto Carrero World é uma referência na América Latina e um grande atrativo catarinense. Em 16 anos de atividade, o parque já recebeu 10 milhões de visitantes, é um gigante em termos de empreendimento voltado ao turismo de lazer. A Oktoberfest catarinense é a segunda maior do mundo fora da Alemanha. Em 2008, quase 600 mil pessoas passaram pelo Parque Vila Germânica nos 18 dias da festa típica alemã mais famosa do Brasil. Além da visibilidade que o Estado ganha na mídia por conta destes eventos e dos empreendimentos como o Parque Beto Carrero e a Oktoberfest, eles são responsáveis pela geração de emprego e renda nas regiões turísticas em que estão inseridos. E todo o Estado ganha em sua economia, já que o turismo é uma atividade geradora de divisas. Em Santa Catarina, o turismo é responsável por 10% do PIB, o que demonstra a sua importância no contexto sócio-econômico catarinense.
 

 
APOIO:






















































































ABRESI CNTur
Copyright © 2009 Revistur.com.br. Site desenvolvido por Gilmar Domingos
Home Clique aqui