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Paradisíaca.
Assim pode ser definida a Ilha do Mel, localizada
no município de Paranaguá (PR).
Destino obrigatório para os amantes do
ecoturismo, o local chama atenção
por suas belas praias e trilhas além
de sua típica rusticidade.
A ilha foi reconhecida em 1992 pela Unesco (Organização
das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura) como Reserva da
Biosfera e por isso tem restrições
de abastecimento de água, energia elétrica
e coleta de lixo, o que faz com que o local
tenha sua visitação controlada.
Segundo a Prefeitura Municipal de Paranaguá,
a quantidade máxima permitida de visitantes
é de 5 mil, marca esta que geralmente
é atingida nas épocas de Ano Novo
e Carnaval.
Todo o controle da região é feito
pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
A área é dividida em duas partes:
uma é o Parque Estadual, que é
aberto à visitação pública,
e outra é a Estação Ecológica,
voltada à pesquisa científica
e de acesso controlado.
O embarque para a Ilha é feito em Paranaguá
ou no Pontal do Sul, um balneário de
Pontal do Paraná, onde são entregues
pulseiras numeradas para os visitantes que vão
dormir na Ilha. Eles desembarcam nas vilas de
Encantadas, na parte sul da ilha, ou nas vilas
de Brasília, ao norte. Segundo o IAP,
o controle de acesso serve para controlar o
período de permanência do visitante
na região e também para cadastrar
cada um dos turistas.
Um ponto interessante é que, por ser
uma reserva ecológica, não são
permitidos carros na ilha, fazendo com que todo
o transporte dentro dela seja a pé ou
de bicicleta (os turistas deixam os seus carros
em estacionamentos nas cidades próximas
– Paranaguá e Pontal do Paraná).
Os hotéis e pousadas são apenas
de moradores locais, já que não
são permitidas grandes redes hoteleiras.
São mais de 20 hotéis e pousadas
presentes na Ilha (estando a grande maioria
localizada na praia chamada Brasília),
com diferentes categorias que vão desde
campings até hotéis com suítes
e ar condicionado. Diversas opções
de bares e restaurantes também podem
ser encontradas no local, que garantem inclusive
a diversão noturna na Ilha.
A grande parte dos visitantes da ilha é
de jovens e de surfistas, e por isso os bares
e restaurantes apostaram em ritmos musicais
como reggae, forró e rock além
de uma gastronomia bem peculiar: muitos deles
têm o “prato surfe”, que contém
arroz, carne ou camarão, salada e batata
frita. Além desse, outros pratos são
bem aceitos como caldeirada, peixe à
caiçara e linguado.
Passeios
Os
turistas que vão até a Ilha do
Mel têm que estar preparados para longas
caminhadas até os principais pontos,
mas há quem diga que o esforço
vale à pena. O Farol das Conchas é
um dos lugares mais visitados, devido à
sua importância histórica. Construído
em 1872 para orientar os navegadores que seguiam
para a Baía de Paranaguá, ele
ainda funciona e é permitido aos turistas
subirem até seu topo, onde podem ter
uma visão geral da Ilha. Outro ponto
histórico é a Fortaleza Nossa
Senhora dos Prazeres, construída em 1767
e considerada um ponto estratégico para
a defesa da região, tendo sida tombada
como Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional em 1972.
Já a Gruta das Encantadas reúne
lendas e belezas naturais. Localizada na Praia
das Encantadas, é possível entrar
na gruta durante a maré baixa.
Em relação às praias, são
11 no total. São nelas que acontecem
os principais passeios, os quais são
geralmente caminhadas ou passeios de barco de
uma praia a outra ou uma volta completa por
toda a ilha. Além disso, há várias
trilhas onde os turistas podem ver de perto
as diversas formações geológicas
presentes na região como manguezais,
morros, restingas, brejos litorâneos,
entre outros.
Curiosidade
Existem
três versões sobre a origem do
nome “Ilha do Mel”.Uma delas é
que a água doce existente na Ilha contém
certas propriedades que causam uma coloração
amarela, semelhante à cor do mel. Outra
versão diz que até o início
de 2ª Guerra Mundial, a Ilha era conhecida
como a “ilha do Almirante Mehl”,
que se dedicava ao cultivo de abelhas (apicultura).
E a terceira versão é que até
a década de 60, os moradores da Ilha
dedicavam-se à apicultura e produziam
grandes quantidades de mel, chegando até
a exportar. |