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Empossado
no dia 15 de abril na presidência do CENTur
– Conselho das Entidades Nacionais do
Turismo, criado pela CNTur – Confederação
Nacional do Turismo, Carlos Alberto Amorim Ferreira,
o Kaká, que também é presidente
da Abav Nacional – Associação
Brasileira dos Agentes de Viagens, pretende
realizar uma gestão focada na união
das entidades de todo o Brasil estaduais e também
com as principais entidades do trade turístico
nacional. Em entrevista à Revistur concedida
no dia da posse, Amorim Ferreira falou sobre
suas expectativas e seus planos à frente
de duas entidades tão representativas.
Revistur: Quais os objetivos da criação
do CENTur?
Amorim Ferreira: O conselho
foi criado para legitimar no âmbito federal
os interesses do turismo brasileiro. O apoio
das entidades civis é muito importante
para atingirmos objetivos comuns, visto que
a CNTur representa todos os segmentos da categoria
econômica do Turismo. Assim, a coordenação
dos assuntos mais urgentes do nosso segmento
será agora feita pelo conselho.
Revistur:
Quais as principais atribuições
do conselho?
Amorim Ferreira: Criaremos
uma comissão para coordenar nossas reivindicações
no Congresso Nacional. O parágrafo quarto
do Estatuto prevê que o presidente do
CENTur participará das reuniões
da Diretoria Executiva da CNTur e os demais
membros serão designados como diretores.
É função do CENT propôr
e acompanhar políticas públicas
para o Turismo junto aos poderes da República
e no setor privado, como órgão
de apoio à administração
da CNTur.
Revistur:
Em sua opinião, qual a importância
da criação do CENTur?
Amorim Ferreira: O Turismo
é a terceira maior força econômica
do Brasil. Assim, a criação desse
grupo vem para somar esforços em prol
do desenvolvimento turístico do País.
Nossa união é fundamental para
aproveitarmos as oportunidades de crescimento
e adquirirmos o espaço econômico
que merecemos no cenário nacional.
Revistur:
O que significou para o senhor a indicação
para esse cargo?
Amorim Ferreira: Fiquei muito
feliz com o convite. Porém, o mais importante
é que as medidas que estão sendo
tomadas visam o crescimento do setor. Temos
que ter a maturidade e a consciência de
que não somos só mais um conselho,
mas sim uma união de forças em
prol do Turismo. Vamos trazer as dificuldades
das nossas entidades para que a CNTur possa
nos representar frente ao poder público”.
Revistur:
Quais as mais prioridades do conselho?
Amorim Ferreira: Um dos principais
assuntos de nossa pauta será a implantação
do projeto "Turismo para Todos" que,
dentre outros pontos, visa a desoneração
do custo interno do turismo, representado pelo
gargalo fiscal e tributário. Em contrapartida,
isso acarretará o conseqüente ajuste
para baixo nas tarifas praticadas pelo mercado
para o consumidor final. O objetivo é
tornar as tarifas mais atrativas acessíveis,
incentivando os brasileiros a viajar pelo seu
próprio país, além de melhorar
o padrão de serviços e oferecer
uma força de mão-de-obra altamente
qualificada nos próximos cinco anos.
Revistur:
Agora falando sobre a Abav Nacional e sua atuação,
quais as principais ações de sua
gestão?
Amorim Ferreira: Desde o início
do nosso trabalho, procuramos continuar nosso
esforço para dar a palavra e a devida
atenção às ABAVs estaduais.
Entendemos que a gestão não tem
que ser de cima para baixo. Os Estados e as
seccionais da ABAV é que têm que
saber das suas necessidades e trazê-las
até a Abav Nacional. O Brasil é
muito grande e as realidades e regiões
são bem distintas. Cada uma tem um problema
ou uma qualidade. Então, isso tem que
ser passado das ABAVs estaduais para a nacional,
que vai tentar fazer um trabalho integrado com
outras seccionais que tenham problema semelhante,
para que se possa dar soluções
iguais para quem tem problemas iguais. Eu acho
que essa é a mais importante função
da ABAV: reconhecer essas diferenças.
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